Livro - 100 Indicadores da Gestão

“Com este livro, o Jorge Caldeira deu um contributo valioso e necessário no campo da monitorização do desempenho dos dashboards e scorecards, bem como no domínio mais alargado da gestão da performance empresarial. O livro do Jorge Caldeira deve ser lido por gestores que ambicionam alinhar as suas organizações com a execução da estratégia corporativa e pelas chefias operacionais que procuram aumentar a produtividade e o desempenho”

Gary Cokins, Fundador, Analytics-Based Performance Management LLC

Fonte: Almedina

domingo, 23 de maio de 2010

Bumps Charts

Este tipo de gráficos tem uma aplicação muito eficaz quando se pretende obter a visualização de diferentes posições de ranking ao longo de várias fases. Permite perceber o antes e o depois em termos de classificações.

Cortesia de Fabrice Rimlinger - Bumps Charts - www.sparklines-excel.blogspot.com

sábado, 8 de maio de 2010

Como transmitir os diferentes tipos de informação

Quando se está a parametrizar um gráfico para apresentação de um conjunto de dados, as cores podem ser utilizadas para auxiliar a definição de quatro tipos de aspectos dessa informação

- Informação sequencial.

- Informação divergente.

- Informação sobre categorias.

- Informação relevante.

i. Informação sequencial - Quando se está a trabalhar com o mesmo tipo de dados e se pretende ordenar os seus valores, por exemplo, do mais baixo para o mais alto. Requer que se utilize a mesma cor, mas com pequenas variações. No entanto, na maior parte dos casos em que se trabalha com a mesma informação, a cor deve permanecer constante.

ii. Informação divergente - Quando se pretende distinguir informação, por exemplo, rendimentos e gastos; positivos e negativos; etc. Requer que se utilizem cores de contraste (exemplo: Azul e Laranja).


iii. Informação sobre categorias - Quando se pretende caracterizar diferentes tipos de categorias, por exemplo, tipos de canais de venda. Neste caso, requer que as cores contrastem entre as cores análogas (exemplo: Vermelho, Laranja e Amarelo).


iv. Informação relevante - Quando se pretende destacar uma determinada informação, a cor que se vai utilizar para distinguir é crítica, já que esta, através do contraste relativamente aos outros elementos, ganha a capacidade de atrair mais rapidamente o destinatário do Dashboard

O design criativo pode fazer a diferença

A apresentação da informação requer encontrar o equilíbrio entre os seguintes aspectos:

- Como transmitir muita informação sem causar confusão?

- Como capturar a atenção sem distrair?

- Como fazer com que a informação pareça simples sendo, no entanto, complexa?

De facto, um Dashboard pode ter a informação certa, mas, se não for apresentada da forma apropriada, vai perder simplicidade, clareza, objectividade e elegância. A perda destes factores leva o Dashboard para o passado, onde a gestão utilizava instrumentos mais pesados, mais complexos, menos comunicativos e menos pertinentes. O design pode fazer a diferença quando bem aplicado e, actualmente, os seus resultados são indiscutíveis e sempre valorizados.

O design irá permitir que se possa apresentar mais informação do que seria normal, sem que esta se torna ilegível e confusa para o seu destinatário.

O design vai conseguir apresentar a informação de forma mais clara e, desta forma, conseguir que o Dashboard possa transmitir, quase instantaneamente, o ponto de situação da performance de uma organização.

O design vai fazer com que o Dashboard seja mais objectivo e, com isso, mais pertinente e útil para o seu destinatário.

O design também vai conseguir tornar um instrumento de report num veículo atractivo, capaz de aliciar e conquistar os seus utilizadores, bem como valorizar a imagem da organização.

O objectivo é Design criativo e elegante.

Vantagens na utilização empresarial de Dashboards

Existem fundamentalmente três grandes vantagens na utilização empresarial de Dashboards:

- Monitorizar a performance dos principais indicadores.

- Promover a visualização inteligente da informação.

- Conquistar os destinatários para o processo de monitorização.

A utilidade de cada um dos aspectos referenciados atrás poderá ter importância diferente em função das prioridades actuais de uma organização. Em organizações sem práticas de monitorização, o Dashboard pode constituir um elemento cativador dos potenciais destinatários. O seu layout sintético e elegante é francamente aprazível e atrai as atenções.

Acrescem ainda outras vantagens (algumas, por vezes, consideradas desvantagens) também importantes: aumentar a transparência na comunicação dos resultados, alargar o público-alvo com acesso à performance interna, simplificar o processo de monitorização, é instrumento relativamente barato, etc.

Tag Cloud Map

O Tag Cloud Map permite visualizar a frequência com que as palavras surgem num determinado texto ou ver as relações entre uma coluna de palavras e de números. Para diferenciar os dados, podem ser utilizados diferentes fontes e cores. A dimensão do texto identifica o nível de frequência que as palavras surgem num determinado texto. Quando maior for a palavra, maior será a frequência com que ela surge.

O gerador de nuvens de palavras foi inicialmente apresentado por Jonathan Feinberg no http://www.wordle.net/.

domingo, 2 de maio de 2010

A cor melhora a qualidade da informação


Quando correctamente aplicada, a cor melhora a qualidade da informação e clarifica a sua comunicação. No entanto, se a cor for mal utilizada, poderá gerar confusão, retirar utilidade e desvalorizar o Dashboard.

Existem regras básicas que permitem que um utilizador sem competências em matéria de design possa construir Dashboards que respeitem os princípios mais elementares da utilização das cores, quer no desenho geral do layout do Dashboard quer também na formatação dos instrumentos gráficos que o compõem.

É frequente ver Dashboards que têm a informação certa para a gestão, mas que falham na sua apresentação. Percebe-se facilmente que a construção visual foi feita sem apoio de um especialista em comunicação visual.

Saber escolher o gráfico certo


A escolha do modo de apresentação gráfica da informação não é uma decisão aleatória. A própria preferência da utilização de gráficos ou tabelas está dependente da forma como pretendemos comunicar os nossos números. As tabelas são um formato que pode funcionar muito bem quando necessitamos de expor números em particular ou quando queremos apresentar informação com um grau mais elevado de detalhe.

Os gráficos são excelentes para expor desenvolvimentos, padrões, grandezas e correlações.

No ambiente dos Dashboards, os gráficos são quase sempre a primeira escolha, pelo que as tabelas e matrizes tendem a ficar para segundo plano. Não significa que sejam eliminadas, apenas constituem um segundo nível de informação.

A escolha do gráfico certo, bem como a sua configuração visual, são aspectos fundamentais que podem fazer a diferença no sucesso ou fracasso do Dashboard.

Elegância do Design de Dashboards

A elegância é talvez a característica menos abundante na maioria dos Dashboards que se vê actualmente. É também um dos aspectos que gera mais discussão, já que o conceito de elegância pode ser contestado. A elegância do layout do Dashboard esta estreitamente ligada a aplicação de design. Sabemos que Dashboards elegantes cativam os seus destinatários e que esta característica pode ser um dos pilares para a introdução com sucesso de um sistema de monitorização.

Dashboards elegantes têm essencialmente as seguintes características:

- As cores utilizadas são as mais adequadas.

- O layout do Dashboard é utilizado de forma lógica e arrumada.

- Os instrumentos visuais utilizados são os mais adequados para a mensagem que se pretende transmitir.

- Não existe ruído visual.

A novidade dos Tweetboards

Imagine um Dashboard sem gráficos, com apenas 8 a 10 linhas de texto e menos de 200 caracteres. Isto é um Tweetboard. Na prática, um Tweetboard não é mais do que um texto que verbaliza as principais conclusões de análise de um Dashboard.

Exemplo de um Tweetboard de uma Empresa comercial




Os entusiastas do Tweetboard afirmam que, hoje em dia, os Dashboards têm demasiada informação, pelo que se perdeu uma das suas principais linhas caracterizadoras, que consistia em conseguir entregar um ponto de situação sobre a performance quase instantaneamente. Neste contexto, o uso do Tweetboard é fundamentado pela sua capacidade de garantir que o foco do utilizador se centre exclusivamente nas conclusões da leitura imediata de linhas de texto, pelo que pode prontamente começar a equacionar as suas decisões. Em conclusão, os defensores do Tweetboard afirmam que os Dashboards deixam que seja o destinatário a interpretar as conclusões dos números, enquanto o Tweetboard elimina este passo, já que ele é a conclusão da narrativa da performance.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Gráficos Sparklines


Sparklines: Intense, Simple, Word-Sized Graphics” 
Edward Tufte



Os gráficos Sparklines foram introduzidos por Edward Tufte,, autor do livro - The Visual Display of Quantitative Information - onde apresenta aspectos surpreendentes no design de informação gráfica.

As Sparklines são na prática gráficos de linhas (quase sempre), simples, condensadas, praticamente da dimensão das palavras, que apresentam a evolução temporal de uma determinada métrica. Neste modelo de gráfico, retira-se um conjunto de informação redundante (por exemplo: eixos, escalas, gridlines linhas limite e legenda) e consegue-se obter um efeito surpreendentemente eficaz. A simples evolução da linha é suficiente para que se perceba a forma como um determinado indicador tem evoluído ao longo de um intervalo de tempo.

Download dos gráficos Sparklines

domingo, 4 de abril de 2010

Dashboard - Performance de acções

Exemplo de um Dashboard para monitorização de títulos de bolsa.


Courtesy of Panopticon - Dashboard com Horizon Graphs - http://www.panopticon.com/

Monitorização da Performance Organizacional

Construir um modelo interno de suporte à monitorização estratégica e operacional, orientado para a prestação de contas aos Stakeholders.



Na elaboração deste livro, esteve sempre presente um conjunto de preocupações que tinha por objectivo garantir a transmissão efectiva de uma experiência real, alcançada durante os últimos sete anos, na definição, implementação e gestão de modelos de monitorização da performance organizacional. Pretende-se assim apresentar um livro de carácter estritamente prático, contemporâneo quanto aos desafios actuais, funcional na esfera pública e privada, de leitura rápida, capaz de responder de forma objectiva às principais questões dos gestores das organizações e respectivos responsáveis pela condução dos processos de monitorização da performance organizacional.

As questões são muitas:

- Como convencer a organização a monitorizar a performance?
- Qual o modelo de monitorização a utilizar?
- Como garantir uma monitorização adequada, autónoma, flexível e simples?
- Quais os aspectos chave da implementação do modelo de monitorização?
- Quais os principais erros cometidos na implementação da monitorização?
- Quem deve estar envolvido na definição e gestão do processo de monitorização?
- Quais as funções do responsável pela monitorização?
- Como definir bons objectivos organizacionais?
- Quais os indicadores mais eficazes?
- Como utilizar indicadores avançados e perspectivar o futuro?
- Como negociar metas ambiciosas e sustentáveis?
- Pode-se monitorar a actividade sem estabelecer metas?
- Qual a frequência com que se deve acompanhar a performance?
- Como registar e recolher a informação referente aos resultados?
- Como credibilizar as fontes de informação?
- Como configurar um report de monitorização?
- Qual a estrutura das reuniões para discussão da performance?
- Quem participa e quais os papéis nas reuniões de acompanhamento?
- Quais os requisitos essenciais de um sistema de informação de apoio à monitorização?
- Como construir um manual de procedimentos para regular a monitorização?
- Quais os aspectos críticos na construção de um dashboard?
- Quais os gráficos mais eficazes para comunicar os drivers da organização?
- Qual o layout mais eficiente na configuração de um dashboard?
- Etc…

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Gráfico Bubble map

O Bubble map apresenta um conjunto de dados numéricos através de círculos. Pode ser especialmente útil quando se trabalha com muita informação que pode ser analisada sob diferentes perspectivas. É relativamente similar ao gráfico Treemap. A dimensão do círculo representa um determinado valor pelo qual se pretende destacar o dado em si. A posição dos círculos não significa nada em especial, já que o seu posicionamento é feito exclusivamente para minimizar os espaços mortos entre eles. No exemplo em baixo, apresenta-se o nível do PIB por país em biliões de USD. As cores são utilizadas para explicar o índice dos indicadores de desenvolvimento humano.

Courtesy of Many Eyes- Bubble map -http://www.manyeyes.alphaworks.ibm.com/

Gráfico Treemap

Na sua forma mais básica, o gráfico Treemap é uma série de rectângulos apresentados num espaço fechado, em que a dimensão dos rectângulos individuais representa uma variável (exemplo: volume de vendas, unidades, etc.). Complementarmente, pode ser adicionada cor aos rectângulos, de modo a introduzir uma nova dimensão de análise, por exemplo: crescimento positivo ou negativo da primeira variável.

A cor pode ser apresentada numa palete, de modo a identificar várias dimensões na segunda variável. No exemplo em baixo, apresenta-se os lucros das 200 maiores empresas do mundo identificadas pela Forbes. As cores e os tons identificam a variação dos seus lucros relativamente ao ano anterior.

Courtesy of Fabrice Rimlinger- Treemap Forbes global 2009, top 200 world´s biggest companies - www.sparklines-excel.blogspot.com

terça-feira, 30 de março de 2010

Gráfico Treemap - Companhias de aviação dos EUA

Neste exemplo, caracteriza-se os atrasos nos voos aéreos das companhias de aviação dos Estados Unidos da América. A dimensão do rectângulo explica o número de voos por companhia aérea. A cor é utilizada para apresentar o nível de atraso nos voos. Os tons mais escuros identificam um maior nível de atraso. O gráfico suporta-se nas bases de dados do Ministério dos Transportes dos Estados Unidos da América, neste caso concreto, trabalha com 72 gigabytes de informação. No endereço mencionado em baixo é possível interagir com a informação do gráfico, nomeadamente, ver individualmente cada um dos rectângulos (aeroportos) e as suas informações específicas (por exemplo: nome do aeroporto, nº de voos, % de voos com atraso, tempo médio global de atraso e tempos médios de atrasos das principais causas).

Courtesy of Juice Analytics - Treemap Airport delay map - http://www.juiceanalytics.com/demos/airline/